Sempre com a cabeça no trabalho, eu não cuidei do networking. E agora?

 

Networking, talvez seja uma expressão um tanto saturada pelos meios de comunicação, mas é um conceito que resume a importância de mantermos nossa rede de relacionamento sempre em atividade. Afinal, em um mundo complexo como o que vivemos, é o trabalho colaborativo e a comunicação fluída que fortalecem os indivíduos. E é isto o que a rede de relacionamento, quando bem articulada,  pode proporcionar.


Uma imagem apropriada para simbolizar uma rede de relacionamento é a da teia de aranha. Algumas aranhas são capazes de produzir fios e tecer teias, que são muito resistentes e elásticas: em torno de cinco vezes mais forte que o aço e com capacidade de esticar de 30% a 40% do seu comprimento original.

 

Dentre outras funções, a teia serve à captura de alimento para a aranha, que a deixa bem esticada, para que possa sentir a vibração da presa quando cai na rede. A capacidade de resistência e flexibilidade da teia permite suportar presas, até bem maiores que a própria aranha, sem se romper e isto garante a sua subsistência. No entanto, é preciso mantê-la íntegra, para não haver perda de ‘comunicação’. Uma teia quebrada é inútil ao sustento.


A network - rede de comunicação e relacionamento humano funciona da mesma forma. Precisa estar ativa, firme e ter a resiliência necessária para receber e interpretar quantidades significativas de informação, e assim, dar sustentabilidade às relações. 

 

Cada contato na rede é um ponto de intersecção, que garante um fluxo de várias mãos: informações que vem e que vão, permitindo que todos se alimentem e se mantenham no sistema.

 

Na rede de relacionamento, ora temos que ser a aranha que se sustenta por meio dela, que faz circular as informações necessárias à nossa subsistência no mercado; ora somos a rede, sustentando os outros, contribuindo com as nossas informações.

 

É um processo sistêmico onde todos são pelo todo, que é representado por cada um. Nem sempre é da mesma mão que recebeu a nossa contribuição, que obtemos o retorno, mas uma rede bem firmada favorece a todos os envolvidos.

 

É preciso romper algumas barreiras para usufruir e contribuir com a verdadeira network. É comum que um profissional recém demitido, por exemplo, se sinta constrangido em fazer networking para buscar apoio na rede, porque se esqueceu de cuidar dela enquanto estava mergulhado no trabalho. Mas tal constrangimento é improdutivo.

 

Pensando melhor verá que se faz muito tempo que não entra em contato com alguém, o outro também não o procurou durante esse mesmo tempo! Ora, é fato que os interessados se tornam interessantes. Tomar a iniciativa do contato faz a rede fluir e isto é bom para todos.

 
E para os que acreditam que não têm uma rede. Comecem agora!

A capacidade de produzir o fio e tecê-lo vem de dentro da própria aranha!